sábado, 12 de março de 2011

Comer Rezar e Amar...

Quando assisti a esse filme passei por uns momentos de pura reflexão (assisti ao filme, não li o livro, que o comprei, mas está na cabeceira da minha cama esperando que a minha vida arranje um tempo para ele).
É bom quando paramos para pensar em nossas próprias experiencias e esperimentamos refletir sobre aquilo que somos e principalmente sobre aquilo que de fato queremos ser.
Mas o que pode nos fazer feliz?
Não é fácil descobrir a felicidade. Afinal o que é mesmo essa tal felicidade?
Há um momento em que Liz, a personagem interpretada por Júlia Roberts, visita um local em Roma, construído por Octavio Augusto, e que já havia passado por alguns momentos de destruição e surpreendentemente ainda estava lá. Refeito.
E Liz, em um email para um ex amor diz:
"...é um dos lugares mais quietos e solitários de Roma, a cidade cresceu em torno dele em todos esses séculos. É como uma ferida preciosa, um antigo amor que vc não quer esquecer. A dor é tão boa... Queremos que a coisa permaneça do mesmo jeito... Vivemos infelizes por ter medo de mudanças, de ver nossas vidas acabarem em ruínas. Então, olhei o lugar e em todo o caos pelo qual passou. A forma como foi adaptada, queimada, destruída, e ainda achou formas de se reconstruir de novo. E me senti tranquilizada. Talvez minha vida não tenha sido tão caótica. O mundo que é, e a armadilha é se apegar demais a ele. Ruínas são um presente. São o caminho para a transformação. Até mesmo nessa cidade eterna, Augusto me mostrou que devemos estar preparados para todas as transformações. Merecemos mais do que ficar juntos por termos medo de sermos destruídos se não ficarmos".
Como sobreviver ao caos? Como reconstruir ruínas? Como não sucumbir diante de tanta desordem e tanto alvoroço que nós mesmos provocamos em nossas vidas? Porque não podemos simplesmente sermos mais simples e ainda assim sermos felizes?
O que afinal é mais importante?

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